2015: REFLEXÕES


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Artigos sobre moda

2015: REFLEXÕES

2015: REFLEXÕES

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Antes de mais um ano inesquecível a todos os que dedicam pequenos momentos do seu dia, à leitura do Fashion Adviser. Todos, vão estranhar, com toda a certeza, o primeiro post de 2015. Não estava a pensar fazer grandes alusões a 2015, até ontem à noite. Aliás, não vai de todo, ao encontro do estilo do blog perder-me em considerações pessoais sobre assuntos que ultrapassem as margens da moda e mundos adjacentes. No entanto, ontem ouvi, uma tertúlia no Porto Canal, com o querido Júlio Machado Vaz, a tecer um rol de perspectivas sobre o triângulo: os adultos, as crianças e o Natal. Umas concordei, outras discordei. Concordei com a perspetiva de o Natal se ter tornado num momento penoso da obrigação de DAR (e, quase todos, de estar com membros da família que abominamos). Havendo mesmo quem opte já por dar dinheiro, cartões oferta e se sentir aliviado com os talões de troca para minimizar o trabalho da procura de algo que a pessoa REALMENTE aprecie. Porque corresponder a esse requisito implica conhecer a pessoa e partir para uma busca, cansativa, claro!!

     Mas houve um ponto, em particular, que me levou a quebrar a calmia de uma sexta à noite de muito cansaço acumulado da passagem de ano, para passar à introspeção. A objetificação de TUDO nos dias que correm. Falava-se no rol de presentes que as crianças recebem numa fração de 5 minutos cujo único prazer se centra em abrir o presente seguinte, sem conseguir saborear o que acabou de abrir. A forma como os pais se tornam objetos de obtenção de prazer por parte das crianças sempre que estes lhes dão algo material. E a forma como os pais fazem isso de forma sistemática porque também essa aprovação lhes afaga o ego. É insuportável um pai hoje ter a sensação de ser “odiado” por um filho. Estes mesmos pais produzem esse mesmo padrão ao procurarem incessantemente o prazer que se obtém na compra de carros novos, casas novas ou roupas novas (um padrão mimetizado, posteriomente, pelas crias). E ao ouvir estas últimas palavras relacionadas com a moda, que a minha atenção quintuplicou. De fato, parece estarmos constantemente a querer preencher vazios na nossa vida com objetos. Exemplo: o prazer associado à compra de uma roupa cujo prazer dura os exatos míseros momentos em que a usamos pela primeira vez. Depois a magia desaparece. Este discurso parece contrariar a importância da minha profissão como Fashion Adviser. Mas não. A minha função é preencher vazios que muitas mulheres têm pelo facto de não apreciarem o seu corpo, não aceitarem o seu corpo ou terem algumas dificuldades em saberem comprar as peças certas. Há inclusive muitas mulheres que vêm, na constante compra de peças de roupa, o antibiótico para algum vazio emocional (tal como as compensações que encontramos na comida). Sem mais demoras, é aqui que residem os meus votos para 2015. Mais introspeção, mais procura por aquilo que nos preenche os vazios e menos apoio nos objetos para o fazer. UM BOM ANO!!!

PS – O Fashion Adviser tem como função inspirar e ajudar as mulheres e não apelar ao consumo massivo.

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