IMAGEM PESSOAL: 10 SKILLS QUE OS PAIS DEVEM ENSINAR


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IMAGEM PESSOAL: 10 SKILLS QUE OS PAIS DEVEM ENSINAR

IMAGEM PESSOAL: 10 SKILLS QUE OS PAIS DEVEM ENSINAR

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Para muitos, a imagem pessoal está agrafada a uma só imagem: vestuário. Sempre que nas minhas formações falo em imagem pessoal tenho de acentuar a ideia de que o que vestimos é uma parte dessa imagem. O que dizemos, outra parte. A linguagem não verbal também tem a sua voz. E a sua vocalidade, por vezes, fala mais alto do que o que dizemos ou o que aparentamos. Do que estou, então, a falar? Os requisitos para uma boa imagem centram-se, na maior parte das vezes, no que não é visível na nossa aparência, mas que emerge com as nossas ações e que comunica mais do que pensamos. Assim sendo, as nossas ações são, indubitavelmente, uma marca pessoal que imprimimos aos outros. Dela advêm juízos de valor acerca da nossa imagem pessoal e desta em contexto profissional.

Há atos que definem a nossa imagem e são estes que os pais devem ensinar e treinar para que os filhos melhorem, todos os dias, a sua imagem pessoal rumo ao sucesso. 

 

 

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Não há manual algum relacionado com protocolo que se desvie da importância da palavra dada ao nível pessoal ou empresarial. E esta premissa deve ser treinada desde tenra idade. Uma pessoa que não tem palavra nunca terá uma boa imagem pessoal, muito menos em contexto profissional. Óbvio que o exemplo vem de cima. Se está dito que não vai fazer algo, é uma lei inalterável e incontestável. Os pais que cedem uma vez nunca mais terão a sua imagem pessoal restabelecida perante o filho.

Como fazer? O que estiver combinado com a criança é para manter, por muito que implique sacrifício pessoal. Ela, ao ver esses padrões de comportamento, imita-os. Se ela própria não os mantém, deve ser chamada a atenção e explicada a gravidade da situação (mediante cada situação).

 

 

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Possuir sentido de integridade e justiça é fundamental para uma boa imagem futura. São valores que mais tarde vão ser avaliados nos diferentes contextos, especialmente no contexto profissional.

 

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A não perceção de que obter “coisas” requer sacrifício não incita à prática desta competência. A nossa boa imagem pessoal e profissional depende, com frequência, de pequenos/grandes sacrifícios. Como instigar? Levar a criança a estabelecer objetivos (a criança, não os pais, pois são sempre diferentes) e que estratégias está disposta a definir e levar a cabo para atingir esses objetivos? 

 

 

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Desde muito cedo, devemos chamar a atenção às crianças para determinadas posturas corporais que não devem ter, em nome da boa educação e de uma imagem de pessoa pró-ativa (advirto desde já que esta correção em nada deve esquartejar a criatividade e a individualidade). No início, a resistência vai-se fazer sentir. No entanto, o melhor é fazer entender à criança que há posturas que o nosso cérebro vai codificar como de uma pessoa derrotada. Outras, pelo contrário, são posturas de vencedor e que o cérebro não só lê, como assimila e encarna. Mostrar imagens com diferentes posturas e explicar as suas diferenças pode ser um exercício engraçado.

Talvez, o ideal será os pais fazerem uma mini formação em Programação Neurolinguística para entenderem o poder que a nossa postura e o que dizemos poderá ter na nossa imagem pessoal e profissional (mas isso era matéria para um outro post).

 

 

 IP10IP11Como podem aferir, não se trata de formatar crianças. Trata-se de lhes fornecer ferramentas para uma boa imagem pessoal no presente e no futuro. Uma imagem de sucesso. Esta skill deve ser trabalhada com cuidado. Crianças com espírito crítico não são crianças mal educadas que põe em causa a educação de pais e professores. Vou passar a dar um exemplo: um filho pede ao pai um telemóvel.  A maioria dos pais oferece o telemóvel. Ponto. O paradigma tem de mudar. Se quer deve fazer uma pesquisa na internet dos que existem no mercado dentro do valor disponível, e fazer um relatório das vantagens do seu preferido em detrimento dos outros do mesmo segmento.

 

 

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Há, neste momento, uma interpretação muito errada em torno deste conceito: a de que é empreendedor quem cria algo por conta própria. Ideia errada. Podemos ser empreendedores a trabalhar por conta de outrem. No fundo, a imagem que devemos criar é uma imagem de alguém em permanente manutenção e reinvenção. Meta: superação diária. São estas pessoas que constroem imagens pessoais e profissionais admiráveis e inspiradoras. Como vai treinar o seu filho? Vai ser um lutador? Vai trabalhar numa empresa ou com uma empresa? Vai ser empresário ou o CEO de si próprio? Crie um vencedor.

 

 

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Um criativo é alguém que vê o que os outros, até então, não viram. A sua visão funciona em 4D. E as pessoas criativas nem sempre constroem, inicialmente, imagens pessoais e profissionais credíveis. Porquê? Porque 90% dos restantes não vêm o que ele vê, não acreditam no que ele acredita. No entanto, quando o sucesso chega a sua imagem passa a ter credibilidade. 

Estimula a criatividade do teu filho. Como? Com jogos didáticos que requeiram cargas de abstração gigantescas e soluções inimagináveis. O Google deve ser um caldeirão nessa matéria. Tu também, como pai/mãe, tens de te reinventar. Dá trabalho, mas compensa.

As imagens que tenho da minha infância são da minha mãe me pedir para substituir palavras como “coiso”, “e depois”, etc…. O meu pai a permitir-me, pontualmente, a ver um filme até mais tarde, mas com a condição de, antes de ir para a cama recontar a história. Em férias, deveria escrevê-la. 

 

 

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Este é o primeiro requisito para uma boa imagem. Na sua maioria, ainda não conhecemos a pessoa (ausência total de linguagem verbal e não verbal) e já a sua imagem pessoal/profissional está beliscada. Luís XVIII estava coberto de sabedoria quando afirmava: “a pontualidade é a cortesia dos reis e o dever de todas as pessoas de bem“. Fazer esperar os outros é um sinal de desrespeito por quem espera. Esta falha é penalizada logo na escola, com faltas de atraso; nas empresas, com represálias e, em último grau, despedimento por justa causa. 

Como ma ensinaram? Só precisei de um episódio na minha vida. No meu 5º ano, ia de boleia com o meu pai bem cedo (era o primeiro a chegar à sua própria empresa). No primeiro dia, atrasada, desci e o meu pai já no carro, deu-me uma reprimenda acompanhada da promessa que nunca mais esperaria. Foi o que aconteceu, numa segunda vez. Deixou-me sair da porta e arrancou. Eu sabia que não poderia chegar tarde à primeira aula. Não cheguei. Isto é educar para o futuro. 

 

 

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A nossa imagem conta. Ponto. Quem ainda não percebeu isto, deve ponderar leituras fundamentadas em factos científicos comprovados, que apontam para as significativas percentagens de sucesso pessoal que uma boa imagem pode imprimir no nosso percurso profissional. A adolescência é um período conturbado. A minha foi marcada pela minha eterna Diretora de Turma a informar os Conselhos de Turma, desde o 7º ao 12º ano, de que eu era da melhores alunas da turma. Facto não comprovado pelo meu cabelo rapado e com variações mensais de cores.

A faculdade foi um marco. Comecei a polir a minha imagem e a perceber a importância e necessidade da sua coerência e consistência para me lançar no mercado de trabalho. Óbvio que saber ler as exigências do código vestimentar é, igualmente, uma competência que, se ainda não têm, devem procurar desenvolver. Ninguém se veste para uma entrevista de emprego criativo da mesma forma que para um cargo numa empresa de advogados com uma história de rigor e tradição marcadas.

Constrói a tua imagem pessoal com base no que o teu posto te pede.

 

 

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Esta esfera da nossa imagem pessoal surge em último, pelo único motivo de ter de organizar o texto do post de hoje. Não há maior ou menor ordem de grandeza nas skills que apresento, quando comparadas umas com as outras. Ser profissional, é uma lógica muito abstrata. Educar deve ser num sentido: dar o nosso melhor naquilo que realmente fazemos bem. Sempre que uma criança se sentir derrubada, deve ser induzida a questionar-se se deu o seu melhor. Se sim, a vida é um work in progress e, numa próxima, este melhor será excelente. Educar para o sucesso é educar para a tentativa de superação diária e não para a perfeição porque esse não existe.

Supera-te todos os dias e, aos poucos, a tua imagem pessoal vai falar por ti!

 

CONCLUSÃO – A imagem pessoal resulta do conjunto formado pela aparência física, pela linguagem não verbal e pela forma de nos vestirmos. É um elemento diferenciador e que nos distingue dos nossos pares. Melhorar todas as suas esferas é contribuir para a construção de uma imagem pessoal coesa, credível, eficaz, eficiente e profissional. Como te vestes, o que fazes, como te comportas e o que dizes contribuem de maneira decisiva para o enaltecimento ou degradação da tua imagem pessoal/profissional.

 

 

 

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